O céu não é o limite - Cápsula #09

Graças à dedicação dos heróis que levaram a humanidade ao espaço. A edição de hoje é para um deles!

A Dica: Porque design importa!

Dica da Nióbio
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1. Você viu?! O Michael Collins morreu.

Estilo de Vida da Semana

"Quem?! Não sei quem ele é..."

Ele foi um dos 3 tripulantes da Apollo 11, a primeira a pousar na Lua. Enquanto Neil Armstrong e Buzz Aldrin tiravam fotos, catavam pedras e conversavam ao telefone, Michael Collins estava sozinho, sem comunicação, navegando em volta da Lua. Não pisou no satélite, mas foi o primeiro homem a orbitar em torno dele, durante 28 horas.

O astronauta da missão lunar morreu na última quarta (28) aos 90 anos, vítima de câncer. Fica nossa homenagem ao coprotagonista do acontecimento mais incrível do século XX. Obrigado pela coragem e por levar a humanidade a um novo patamar!

Simon: Você sempre olha para a Lua hoje em dia?

Collins: Não, não de propósito. Eu estou andando, arrastando os pés pela calçada depois de escurecer. Do nada, olho para cima e "whoa".

Simon: (rindo).

Collins: Oh, já fui lá uma vez.

Trecho de sua entrevista para Scott Simon na NPR em 2019.


2. Pesquisa rápida: Você viu o Oscar desse ano?

Comportamento da Semana

Se sua resposta foi não, saiba que não está sozinho. A última cerimônia de Oscar atingiu o pior índice de audiência da história. Comparada ao ano anterior, 2020, perdeu 60% da espectadores. A premiação tem perdido público ano após ano desde 2014 e esse ano a queda foi muito mais acentuada.

É difícil traçar os motivos. A pandemia certamente foi um deles, mas não explica a queda que já estava acontecendo. As teorias são diversas: formato do evento; crescimento das plataformas de streaming; qualidade do cinema americano majoritariamente dominado por super-heróis, sequências e remakes de filmes antigos; posicionamentos políticos da Academia; etc.

Acabou que nem falei dos vencedores. Caso queira saber, a lista tá aqui.


3. Já foram gastos mais de $500 milhões com NFTs

Tecnologia da Semana

Ene-efe-o quê?

Na internet é muito fácil replicar algo. Você vê uma imagem que gostou em um site, baixa e pronto, mais uma cópia foi feita. Isso é ótimo, tirando quando você precisa que algo seja escasso. NFT serve para estes casos, são bens digitais escassos!

NFTs são tokens não fungíveis (Non-Fungible Tokens). Para entender melhor, pense em dois cinemas: em um não tem local marcado e em outro tem. No cinema sem lugar marcado, se eu pegar o ingresso de todas as pessoas na fila e redistribuir aleatoriamente nada mudará. Isso acontece porque eles são bens fungíveis, podem ser substituídos por outros da mesma espécie, qualidade, quantidade e valor.

Pense nos NFT como um ingresso de cinema com local marcado. Cada ingresso tem a informação do assento, ou seja, você não pode trocar o seu ingresso com o de outra pessoa. Caso o faça, terá que sentar-se no lugar dela, tornando esse bem não fungível.

Além de ser escasso, o NFT tem outras vantagens:

  • Indivisível: NFTs não podem ser divididas em frações, diferentemente das criptomoedas. Em outras palavras: ou você tem uma NFT completa, ou você não tem nada.

  • Verificável: Toda NFT é única. Ela vem com um identificador único que especifica quem é o dono, quando ele comprou e quem vendeu.

  • Indestrutível: NFTs utilizam blockchains e smart contracts, o que significa que não podem ser destruídas, removidas ou replicadas.

Como NFTs funcionam?

Elas são criadas dentro de um *blockchain*, assim como as criptomoedas. O protocolo mais utilizado hoje em dia para as NFTs é o Ethereum, mas alguns outros estão começando a aparecer.

Por que isso é relevante?

O título já disse: Já foram gastos mais de $500 milhões comprando NFTs. Elas criam escassez onde não existia, representando melhor a posse de bens intangíveis e digitais. Pense em uma fotografia, quem é o dono? Qual a original? Se for usada comercialmente, quem recebe pelo direito de imagem? As NFTs ajudam nisso. Uma cópia perfeita da Mona Lisa vale o mesmo tanto que a original?

A NFT também valoriza o criador do ativo digital. Além de atestar sua posse e criação, é possível configurar que toda vez que o ativo troque de mãos, o criador receba uma comissão pela venda. Ou seja, se eu compro uma foto que você tirou e depois revendo, você recebe 10% do valor gasto (por exemplo).

Aplicações e Futuro

A possibilidade de tornar um bem digital escasso resolve um problema que antigamente não tinha solução. Servirá tanto para representar bens naturalmente digitais como representar bens físicos no mundo digital. As possibilidades de implementação são infinitas, por exemplo:

  • Na Moda: Podem ser usadas para prevenir itens falsificados e a Louis Vuitton já está fazendo isso. Imagine que ao comprar uma peça você recebe junto um certificado de autenticidade digital único e indestrutível.

  • Na Música: Será possível um artista lançar músicas exclusivas e vender somente para um número X de pessoas e estas decidirem se irão divulgar ou não. Sendo também possível distribuir cópias digitais autografadas com certificado de autenticidade para colecionadores.

  • Nos Itens de Colecionadores: Como eu verifico a originalidade de uma camisa do Pelé? Com o uso de NFT isso se tornará muito mais fácil, estará registrado que o proprietário é o fulano, logo a que ele tem posse é a original.

  • Nos Carros: Pode substituir documentos, sendo registrada uma NFT para cada automóvel. Ao vender um carro, basta transferir a NFT para o comprador que o registro já está feito em seu nome.

  • Nos Imóveis: Assim como nos carros, sua casa pode ter uma NFT que te garante sua posse.